segunda-feira, 18 de abril de 2016

COMPORTAMENTO

30 dicas para ajudar a criança e/ou adolescente a lidar com o Bullying

Saiba o que fazer para ajudar o seu filho a superar situações de Bullying na escola

06/04/2016 15:40


Foto: Bullying: a situação é grave, mas há solução à vista
Bullying: a situação é grave, mas há solução à
Fala-se muito hoje em bullying. A palavra, originária da língua inglesa, é empregada boa parte das vezes de modo errado, espécie de caldeirão onde se joga tudo de ruim que pode acontecer em sala de aula. Há crianças que sofrem, no dia a dia escolar, situações que lhes causam mal, mas que não podem ser chamadas de bullying. Há quem veja apenas como ‘brincadeira’ o que é percebido, no outro, como agressão e razão de infortúnio. 

Há crianças, vítimas de bullying, que também são entendidas como as responsáveis por esse tipo de situação - nem sempre o agressor é quem dá início a esse tipo de violência, algo que os pais não conseguem admitir, particularmente, os da criança ‘agredida’. Nove fora, a falta de informação sobre o tema é enorme, tornando o bullying uma violência que atinge a todos, os pais incluídos. 


BullyingEspecial Bullying 
Matérias especiais para você entender tudo sobre bullying e o que fazer para ajudar


"O bullying acontece, quando existe um movimento real contra uma determinada criança", esclarece a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. "É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido." Com mais de 38 anos de experiência no trato com alunos das mais variadas personalidades e histórias familiares, Nivea já viu de tudo um pouco. Tem, portanto, expertise de sobra para colocar os pingos nos iis em relação a um tema tão atual e afeito a provocar dúvidas. 

Em sua opinião, são nas escolas maiores, onde as relações ocorrem de modo impessoal e a capacidade de controle é menor em face do número de alunos, que as possibilidades de acontecer bullying crescem e causam apreensão. "Nessas escolas, existem hoje três grupos de alunos, os nerds, os populares e os bobos - já ouvi muita criança dizer que não pode ser nerd ou "CDF", caso contrário, não será querida da classe", Nivea descreve. "Os bobos? Não se misturam com o resto dos alunos". 

Começa, então, a funcionar uma divisão social dentro de uma grande escola típica do universo paulistano, por exemplo. O bullying? Ele acontece, quando um desses grupos implica com um determinado aluno, a ‘crítica’ se propaga ferozmente pelas redes sociais e o caos se instala. Em especial, em casa. Porque os pais pouco ou nada conseguem fazer para ajudar os filhos, sejam eles os agredidos ou agressores, a sobreviverem ao contato com o bullying - na opinião de Eric Debarbieux, diretor do Observatório Internacional das Violências nas Escolas, "uma das violências mais graves que o ser humano pode sofrer." 

Apesar da gravidade do problema, Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, faz questão de alertar que o bullying é muito sensível à intervenção das autoridades - no caso da escola, dos professores, supervisores e mesmo diretores. "Mas é preciso que a comunidade escolar se envolva como um todo para combater essa violência de modo a reduzir efetivamente o número e a gravidade dos casos", adianta Birgit.


Atualmente, o PLC 68/2013, que institui o Programa de Combate à inti-midação Sistemática (Bullying) em território nacional, está à espera da sanção presidencial. Aprovado pelo Senado no mês passado, voltou à Câmara dos Deputados, já que sofreu alterações na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O projeto poderá dar bases para ações de prevenção e combate do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais. 

Ou ainda: a situação é grave, mas há solução à vista. Faz parte dela a adoção de atitudes no ambiente escolar, caso do respeito e da generosidade, entre outras. "São palavras aparentemente vagas, mas bastante sérias... a criança hoje fica brava por muito pouco!", aponta Nivea. E isso não pode continuar assim, certo? "É desde pequeno que se aprende ser possível vencer, ao lado do outro, os obstáculos que a vida impõe", lembra Gisela Sartori Franco, psicóloga e especialista em Convivência Cooperativa. "A gentileza, o consenso e o diálogo, infelizmente, não são hoje ‘treinados’ em sala de aula, daí a necessidade dos pais estarem atentos à rotina escolar e exigirem, nas reuniões com professores, mudanças no currículo escolar." 

Eis uma sugestão de como os pais devem se comportar para ajudar seus filhos a sobreviverem - com saúde! - ao contato com o bullying. Com a ajuda das especialistas Nivea Maria de Carvalho Fabrício, Birgit Möbus e Gisela Sartori Franco, destacamos outras de igual importância a seguir.

TECNOLOGIA: Massacre virtual

 

Adolescentes usam a Internet para ofender colegas e professores. Saiba como proteger seu filho de um ataque

15/08/2014          17:16
Texto Ana Rita Martins
Foto: Stock
Foto: Computador pode ser arma de agressão na escola
Computador pode ser arma de agressão na escola
"Ele é um idiota!", "Aquele babaca devia ser expulso da escola!", "Ela é uma ridícula, pensa que está abafando". Com a intenção de humilhar colegas e professores, adolescentes publicam frases como essas na internet. Esse tipo de agressão, que preocupa pais e educadores, se chama cyberbullying (pronuncia-se "sáiberbãlin" e, em inglês, significa ofender o outro pela internet). Escondidos pelo anonimato que a rede proporciona, os agressores publicam comentários e imagens ofensivas. Para isso, usam blogs, fotologs (álbuns de fotos na internet), MSN e sites como o Orkut. "Como não está face a face com a vítima, o agressor fala coisas que não diria pessoalmente", alerta Maria Cecília Cury, psicóloga da Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro.


BullyingEspecial Bullying 
Matérias especiais para você entender tudo sobre bullying e o que fazer para ajudar

Para se prevenir


Conheça os procedimentos que ajudam a evitar os ataques pela internet: 


• Oriente seu filho a não divulgar fotos pessoais, trocar mensagens com estranhos ou repassar e-mails ofensivos. 


• Converse sobre o tema para que ele não veja essa atitude como brincadeira. 


• Fale com os pais de outros adolescentes perseguidos para transformá-los em aliados. 


• Debata na escola a possibilidade de incluir o tema em aulas ou palestras para todos os alunos. 


• Se seu filho for o agressor, lembre-o de que ele pode ser processado. 


• Fique atenta ao que ele vê na internet. Se frequenta lan houses, informe-se sobre o que ele vai fazer lá e acompanhe-o quando puder.

Para se defender

Saiba o que fazer para resguardar seu filho e punir os agressores 

• Guarde e imprima as páginas dos sites ou e-mails em que seu filho for citado. 


• Arrume algumas testemunhas do crime. 


• Dê queixa do ocorrido em uma delegacia comum ou, se houver em sua cidade, uma especializada em crimes virtuais. 

• Se o autor das ofensas tiver menos de 16 anos, os pais serão processados pelos crimes de injúria, calúnia e difamação. 


• Se o agressor tiver entre 16 e 18 anos, ele também será responsabilizado e responderá com os pais. 


• No caso de um perseguidor maior de idade, ele assumirá inteiramente a responsabilidade pelos crimes que cometeu.